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Creepypasta: A beleza deve morrer...

Sempre gostei de lendas, contos e tudo aquilo que envolvesse mistério e magia, sempre foi algo que literalmente me encantou. Lembro de quando era mais nova passava madrugadas a fio procurando por lendas e mitos diferentes, costumava ler sobre os vampiros, e lobisomens e todas as outras coisas que passei a vida inteira ouvindo que eram bobagens e apenas mitos, coisas que apenas alguns loucos perdidos no mundo acreditavam.
Depois de grande me dediquei a fotografia, ao teatro e a literatura, e passei a viajar mais por países que sempre sonhei conhecer e por lugares onde meus monstro teriam supostamente surgido, aparecido e etc. Uma das minhas viagens foi para York na Inglaterra, um dos lugares mais lindo que meus olhos já haviam visto. E foi lá que eu a vi e conheci, Elisa Day.
Elisa Day era a garota mais linda que eu já havia visto, era tão bela, ou até mais bela que uma rosa vermelha, todas as vezes que a vi ela usava vestidos brancos simples, mas que ainda sim ressaltavam sua beleza. Eu tentei várias e várias vezes me aproximar dela, a tocar, ao menos ver seu sorriso, mas todas as vezes em que tentei ela fugiu ou sumiu. Ela parecia invisível ao olhos de todos exceto aos meus, e se não achasse loucura poderia dizer que ela é a garota das lendas medievais. Num ato um tanto estupido tomei coragem e segurei pelo braço, ela olho no fundo dos meus olhos e posso jurar que ela viu minha alma, e então sorriu. Eu sorri de volta e a chamei para caminhar comigo, ela me puxou pela mão e me levou até um lago distante de tudo que havia lá, sentamos a beira do rio e ela o encarava, enquanto eu acreditava estar em algum tipo de hipnose pois não conseguia parar de olhar para ela.
- Costumavam nascer rosas aqui, lindas rosas vermelhas. - Disse ela sem tirar os olhos do rio.
- Eu sei, na era medieval não é? - Respondi.
- Sim, eram lindas. Esse lugar foi o local de um crime brutal, depois disso as rosas não nasceram mais, e poucas pessoas tem a coragem de vir aqui. - Disse ela desse vez olhando em meus olhos.
- Por que? - Perguntei.
- Porque toda beleza deve morrer. - Então ela me beijou e me jogou dentro do rio, e quando sai da água ela não estava mais lá.
Desde aquele dia eu não a vi mais pela cidade, cheguei a ir ao rio, mas mesmo assim não havia nenhum sinal dela. Na minha última noite na Inglaterra fui até o rio com um buquê de rosas vermelhas na tentativa de me despedir dela. A chamei pelo nome, me sentei na beira do rio e então vi seu reflexo atrás de mim, ela me golpeou e me segurou em seus braços. Comigo em seus braços ela acariciou meu rosto e quando eu perguntei a ela porque ela estava fazendo comigo ela colocou uma rosa em minha boca e disse "Toda beleza deve morrer", e então jogou meu corpo no rio onde afundei.

Mas se morri como posso estar escrevendo isso? Bem, Elisa Day não é a única amaldiçoada nessa história. Não se preocupe, essa noite irei lhe contar tudo, e não me espere acordado.

C. M. De Lima 


Ei! Antes de fechar vem cá! Olá chuchuzinho, tudo bem com você? Esse post foi em parceria com o Vitor Correia do blog Incipiens ad Finem, clicando aqui vocês vão conhecer a lenda da Elisa Day que inspirou essa creepypasta. 
Espero que tenham gostado!


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