Alguém

11:05 PM

Sinto meu corpo afundar, mas apenas estou deitada no meio do meu quarto
Encarando o teto, imaginando versos, cantando musicas aleatórias que passam pela minha cabeça
O sol esta batendo de leve na minha janela trazendo um pouco de luz ao quarto
Uma luz fraca, e boa, boa o suficiente para me fazer dormir
E assim mergulha no meu mundo de sonhos, e me afogar nos meus pesadelos...
Já ouvi várias vezes que não posso transformar suicídio em poema 
E eu tento com todas as minhas forças não fazer
Pois eu sei que não há nada de bonito em matar sonhos, sorrisos, amores
Eu sei que o suicídio não é algo bonito, ou da moda
Ele nem tão pouco é alguma cura
Sei que ele causa dor a todos aqueles que se perguntam o que levou tal alguém a comete-lo 
Então tento não permitir que ele vire poemas, que ele fique bonito
Mas as vezes fraquejo e ele aparece nas entrelinhas, e isso me machuca
Pois as vezes aquele pequeno fragmento que tem nas entrelinhas 
É o suficiente para dar aquele empurrãozinho que aquele ser perdido precisava 
E assim, perder mais uma vida...
Todas as vezes em que falo sobre a dor, eu busco mostrar que ela não dura para sempre
Todas as vezes em que falo sobre tristeza, eu tento mostrar que sempre haverá felicidade 
Mesmo depois de dias ruins
Todas as vezes em que escrevo, busco ao menos arrancar um sorriso de qualquer um que leia
Afinal todos os dias jornais e as redes sociais estão lotados de notícias triste
E eu acho que é sempre bom levar um pouco de amor e esperança...
Talvez seja isso, 
Talvez eu goste de escrever todos os dias para que alguém perdido nesse mundo 
Ter o prazer de saber que não está sozinho, que alguém o entende, que alguém quer seu melhor
Mesmo que esse alguém não o conheça, não saiba qual exatamente qual seu problema 
Talvez, eu apenas queira fazer o bem a alguém sem buscar nada em troca...

C. M. De Lima



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